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12/04/2018

Em comemoração ao Dia do Obstetra, médica do Santa Genoveva esclarece sobre os tipos de parto

Comemorado anualmente em 12 de abril, o Dia do Obstetra tem o objetivo de homenagear aqueles profissionais da medicina que acompanham as mulheres desde o descobrimento da gravidez ao momento do parto e, também, no pós parto. São os obstetras que acompanham a saúde da mãe e do bebê durante a gestação e ajudam a prevenir e tratar eventuais e possíveis problemas de saúde que possam acontecer.

Quem está grávida ou pensa em ficar, certamente já pesquisou sobre os vários tipos de parto que existem. O mais comentado do momento é o humanizado. Este é o termo que usamos quando se fala em parto natural, sem intervenção medicamentosa, instrumental ou pela manipulação médica. O Santa Genoveva conta com um leito equipado para acompanhamento da gestante e sua evolução e fica a critério do médico a sua utilização. Nem todos os hospitais oferecem estrutura adequada e nem profissionais que o façam.

Ter o filho nos braços após o parto é o que toda mãe quer, sempre pensando que tudo ocorra da mais segura e melhor maneira para ela e, principalmente, para o bebê. Pensando nisso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou em 2012 um check-list de parto seguro, visando a segurança dos pacientes. São quatro momentos importantes, que vão da admissão da mãe no centro cirúrgico, até o momento da alta.

Este check-list tem por objetivo evitar que aconteçam mortes maternas e de recém-nascidos após os partos. Para a ginecologista e obstetra do Hospital Santa Genoveva, Ana Paula Lino Machado, boa parte dessas mortes podem ser evitadas, uma vez que as principais causas são por hemorragia, infecções e trabalhos de parto mal sucedidos, além da pré-eclâmpsia. “Esse processo auxilia os médicos para que os padrões sejam seguidos e cada parto ocorra da melhor maneira possível, sempre prezando pela boa qualidade dos serviços oferecidos”, disse a obstetra.

Machado garante que o parto humanizado não se trata de um tipo específico de parto ou via de nascimento. “É comum as pessoas fazerem associação deste termo com o ato de parir em casa, sem anestesia e na água. Mas humanizar o parto significa respeitar o protagonismo da mulher, o tempo do trabalho de parto, os sentimentos da mulher e de toda a família envolvida, sempre buscando a garantir os direitos da mulher e da criança de maneira respeitosa e digna, independente de qual o tipo de parto for escolhido”, afirma.

Segundo a médica, a cesariana pode ser realizada de forma humanizada desde que ofereça o mínimo de intervenção necessária, e, mantenha o máximo de sintonia entre mãe e filho. Mas, para ela, as vantagens do parto normal vaginal são incontestáveis. “O nascimento é no tempo do bebê, com menos riscos de prematuridade e de patologias respiratórias na primeira infância; a recuperação da mãe; a sensação de poder que implica em parir seu próprio filho, e as facilidades no cuidar e amamentar”, completa a médica.

 

Diferença entre parto normal e humanizado

O parto normal tradicional (ou “não humanizado”) segue os ensinamentos da obstetrícia clássica, no qual existem alguns passos que são feitos, muitas das vezes, de maneira rotineira, como, por exemplo, romper a bolsa entre seis e oito centímetros de dilatação. Já no parto humanizado, a bolsa deve estourar espontaneamente ou pode até ocorrer o parto sem a sua ruptura. “O que deve ficar muito claro é que o parto normal bem assistido, com as intervenções corretas, ou mesmo as cesarianas, também são excelentes, se assim desejar a mãe. Não dá para se criar a idéia de que o parto humanizado é o único do bem e os outros são os partos do mal”, acrescenta Ana Paula.  

Etapas do Check-List

Admissão da mãe no centro cirúrgico ou sala de parto; antes da cesárea ou, em caso de parto normal, antes de empurrar o bebê; uma hora após o nascimento e antes do bebê e da mãe receberem alta.

“Cada etapa deve ser observada e bem acompanhada pelo obstetra responsável. Por exemplo, verificar se a mãe está com sangramento exacerbado, se há foco de infecção e se o bebê já consegue mamar”, finaliza a médica.

 

Dados da OMS

Segundo os dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, dos 130 milhões de nascimentos que ocorrem todos os anos, cerca de 303 mil resultam na morte da mãe, 2,6 milhões são natimortos e outros 2,7 milhões de recém-nascidos morrem nos primeiros 28 dias após o nascimento.

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